EM AGENDA

29/04/2011
Comunicação nas Jornadas Nortenhas de Mediação (Porto)
------------------
19, 20 e 21/05/2011
Formador do Curso Básico de Criminologia promovido pela AIDSS (Lisboa)
------------------

mais sobre mim

subscrever feeds

as minhas fotos

Domingo, 08 DE Abril DE 2007

“Centro de Noite para alcoólicos pode ser solução”

No passado dia 16 de Março, e à margem do congresso ("Toxicodependência: Olhares dos Diferentes Técnicos") em que participei*, e entrevistado para o Jornal Regional "O Informativo", abordei uma questão que há alguns anos defendo:A CRIAÇÃO DE CENTROS DE NOITE PARA ALCOÓLICOS




Relativamente à peça informativa que daí originou, gostaria de fazer umas breves considerações. Contudo, e antes de me debruçar sobre esse assunto, uma pequena nota introdutória:




Não sou, ao contrário do que se refere nessa notícia, técnico superior de serviço social. Por dois motivos:

1º Não sou funcionário público e por isso não estou enquadrado em nenhuma carreira de técnico superior;
2º Mesmo que tal acontecesse, não ser técnico superior de serviço social, visto não ser licenciado em nenhuma das licenciaturas que permitem esse acesso (serviço social e política social), mas sim licenciado em trabalho social.


Após esta breve introdução, vamos ao que realmente interessa:




Defendi, como refere a notícia e como há muito acredito, a criação de uma nova resposta social para alcoólicos.




As justificações para a defesa e proposta desta resposta social resultam da necessidade de criação de respostas que vão ao encontro das reais necessidades das pessoas, sendo que esta é uma resposta, que considero, de especial importância nas regiões do interior (por esse motivo a proposta da mesma em Bragança), visto que os papéis de género ainda estão bastante presentes e que o alcoolismo é ainda, infelizmente, uma realidade cultural...




A verdade é que, o homem, especialmente nestas regiões é, em muitos casos, a única fonte de rendimento da família, sendo, desta forma, complicado que um indivíduo entre num programa de tratamento que tem a duração mínima de dois ou três meses (como é necessário para uma tratamento à dependência psicológica), deixando de garantir, desta forma, o sustento das famílias.




Um centro de noite permitiria, não apenas que a pessoa ficasse inserida na social e profissionalmente, mas também continuar a contribuir financeiramente para o agregado. Ao mesmo tempo possibilita uma intervenção mais integrada, mais estruturada, e não apenas uma intervenção ambulatória, com entrevistas de uma hora, de duas em duas ou de três em três semanas, que apenas tem como objectivo a recuperação da dependência fisica (necessária, mas não suficiente).




Obviamente, que esta resposta, não seria um fim em si mesma, mas um meio... mais uma contribuição para ser aplicada nos casos em que tal seja necessário para satisfazer as necessidades da pessoa alcoólica.




Obviamente, também, seria uma das respostas e não a resposta, devendo ser integrada com outras destinadas não só ao indíviduo, mas também à sua família. Concordo, como refere o Dr. Fernando Andrade (Director do Centro de Atendimento a Toxicodependentes de Bragança), que os Alcoólicos Anónimos e a criação de grupos de auto-ajuda seriam importantes, mas não acredito que seja o suficiente...




* A apresentação efectuda pode ser consultada nesta página.
**Em relação a este aspecto, muito se poderia discutir, mas não é esse o objectivo deste post.

publicado por MAV às 17:41
Domingo, 08 DE Abril DE 2007

Gostava de ter Dito… (iii)


"A tática obviamente duvidosa"
por Henrique Burnay
no 31 da Armada




«Não é necessário muito cinismo para achar que o Primeiro-ministro está à espera que o seu governo defina quem manda na Universidade Independente para só depois responder às dúvidas sobre o seu diploma, na convicção de que se ainda houver mais alguma coisa a esclarecer, a Administração “autorizada” pelo governo confirmará a versão do chefe de Governo. Isto ainda acaba mal.»


publicado por MAV às 15:17
Domingo, 08 DE Abril DE 2007

Regionalização: Declaração de Voto

Está de novo na moda falar da regionalização. Acredito, muito sinceramente, que brevemente teremos um novo referendo sobre este assunto, estando a brevidade da data deste dependente da realização (ou não) de uma outra consulta popular sobre o tratado constitucional europeu.Por princípio sou a favor da regionalização tendo, contudo, votado não no referendo de 1998. Correndo o risco de plagiar a opinião de Marcelo Rebelo de Sousa por ocasião do último referendo sobre a IVG, o meu voto deveu-se a não concordar com a "regionalização" que António Guterres (e o PS) propôs naquela ocasião.


Concordando com a regionalzação, não aceitei votar a favor de algo que não sabia como iria ser colocada na prática... como seria feita a distribuição dos orçamentos regionais... que localidades de cada região (no meu caso trás-os-montes e alto douro) ficariam com o poder de decisão.

Recordo um debate (num domingo de manhã) na Rádio Voz do Marão, no qual os presidentes das principais Cãmaras Municipais dessa região (penso que Vila Real, Bragança, Chaves, Mirandela e Peso da Régua) defenderam que esta seria uma questão sem importância. Contudo, no dia seguinte, o presidente da CM de Mirandela, defendia (em entrevista ao Primeiro de Janeiro ou ao Comércio do Porto) que a capital deveria ser Mirandela...

Por isso votei não.

Como referi, estarei de acordo e votarei a favor da regionalização se tudo estiver definido e não for proposto um cheque em branco nesse referendo...

A ver vamos.
publicado por MAV às 14:58
Domingo, 08 DE Abril DE 2007

As “Minhas” Notícias do Dia (08.04.07)

Ministério da Justiça cria casas "de transição" para reclusos (Jornal de Notícias)

«O Ministério da Justiça prepara-se para implementar "casas de transição" para reclusos, uma forma de prestação de apoio nos primeiros tempos de liberdade. Conde Rodrigues, secretário de Estado da Justiça, justifica o projecto como "aposta na reinserção social" para alguns casos extremos "É importante que aqueles que não têm condições de acolhimento", ou os que temem uma má reacção da família no regresso a casa, por exemplo, "possam ficar por alguns meses, já em liberdade, num local de acolhimento com apoio do Estado".»

Porto tem mais incidência e racismo (O Primeiro de Janeiro)
«Imigrantes. Esta é a palavra base, o ponto de partida que acciona os mecanismos que conduzem a SOS Racismo. Ricardo, de 32 anos, Jorge, de 22, e Inês, de 28, são elementos da organização sem fins lucrativos, e que há 12 anos está instalada na cidade do Porto.»

Acções mais rigorosas contra a discriminação (Jornal de Notícias)
«A Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia pede aos estados-membros que empreendam "acções mais rigorosas" contra a discriminação da comunidade cigana residente na Europa, lembrando o Dia Internacional dos Ciganos, oficializado em 1971 e que se celebra hoje.»

Multas até 44 mil euros para quem barrar cães de assistência (Jornal de Notícias)
«Os direitos de circulação que existiam para os cães-guia para cegos foram alargados aos cães treinados para auxiliar surdos e deficientes mentais e motores, adoptando-se a designação mais lata de cães de assistência. Outra novidade da nova lei, em vigor desde o fim de Março, é a definição de multas para os infractores. Bloquear o acesso de uma pessoa com deficiência acompanhada do cão de assistência pode levar ao pagamento de entre 250 a 3.740 euros, em caso de pessoas singulares, ou 500 a 44.891 euros, quando se trate de uma pessoa colectiva.»

Só 30% estão empregados na construção civil (Diário de Notícias)
«A relação dos imigrantes com o mercado de trabalho português é bastante diferenciada. E a maior parte da população vinda dos países de Leste, por exemplo, não trabalha na construção civil como é comum pensar-se. De facto, esse sector de actividade apenas representa cerca de 30% dos imigrantes presentes em Portugal. Os estrangeiros que cá trabalham, explica o estudo da Universidade de Coimbra, mostraram grande plasticidade à economia regional e souberam aproveitar as oportunidades oferecidas a nível local.»

Portugal acolheu 31.200 imigrantes em 2006 (Dinheiro Digital)
«A população residente em Portugal superou os 10,6 milhões de indivíduos em Janeiro deste ano evidenciando um crescimento garantido, sobretudo, pela entrada de 31.200 imigrantes, indicam projecções do Eurostat.
Com um crescimento natural de 0,8 por cada mil habitantes, a taxa bruta de crescimento populacional (3,9) foi claramente garantida pelos movimentos migratórios, mostram os dados do gabinete europeu de estatística.
»
publicado por MAV às 14:48

pesquisar

 

Abril 2007

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9

comentários recentes

  • A TRÍADE SALOIA Casino Estoril Sol IIINo caso da ...
  • É homenagem a Portugal não vã...
  • obrigado pela informação
  • Buy your World Email Databases - Connect the World...
  • boas,caros colegas, acho impressionante o que se p...
  • Antes de mais dou os parabéns pelo bom gosto com q...
  • Parabéns pelo destaque!
  • Infelizmente a Troika não nos "safa" dos espertos....
  • Gostava de o desafiar a visitar o blog "Dez a fio"...
  • Bom dia,O Ideal Social está novamente em destaque ...

arquivos

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

2009:

 J F M A M J J A S O N D

2008:

 J F M A M J J A S O N D

2007:

 J F M A M J J A S O N D

2006:

 J F M A M J J A S O N D

links