Os Candidatos

No próximo dia 31 de Maio, os militantes do Partido Social Democrata vão escolher um novo presidente para o partido, mas não vão apenas escolher um novo presidente. Vai ser muito mais...


Na verdade, vão escolher um líder para a oposição a este governo que, principalmente, tem desgovernado. Um líder para a oposição a um governo que mente, omite e justifica as decisões e as situações, muitas vezes, com tomadas de posição que nada têm de real.


Bastará pensar nas promessas nos objectivos que José Sócrates apresentou na campanha para as últimas eleições legislativas. São os 150 mil empregos e a taxa de desemprego maior). É a manutenção dos impostos e os mesmos a aumentar. É a apresentação de pseudo-políticas de promoção da natalidade que, de promoção da natalidade nada têm. É a apresentação do Complemento Solidário para Idosos como grande política de diminuição da pobreza, que não é mais do que um embuste, tal são as condicionantes para a sua obtenção.


Mas, não vai ser apenas isso que os militantes do PSD vão escolher no próximo dia 31 de Maio. Vai ser muito mais...


Vai ser a escolha de um candidato que deverá ser forte, coerente e capaz de retirar o Partido Socialista da liderança do país. Um candidato que consiga colocar Portugal, de novo, no rumo do progresso, no rumo da Europa, no rumo do FUTURO.


E, tendo em conta estes necessários pressupostos para a escolha do novo presidente do PSD, e olhando aos actuais candidatos a escolha só pode ser uma.


Sobre Patinha Antão e Neto da Silva, pouco existe a dizer. ou nada...


Por muito que motive os militantes, que saiba mexer com as bases do PSD, Pedro Santana Lopes representa um passado muito presente, demasiado presente. Os portugueses poderão ter (como muitas vezes se diz) a memória curta, mas as más experiências, as más memórias são as que mais perduram.


Manuela Ferreira Leite poderia ser a minha escolha. Tem personalidade, tem postura e tem passado, um passado com algumas provas dadas. Mas tem também vários problemas.


Desde logo o facto de se apresentar (ou de a apresentarem) como uma candidata para minimizar os resultados e preparar a entrada em campo de Rui Rio. Um candidato assim não é sério, mas o adiar de inadiável.


Para além disso, e para mim já começou a perder pontos. Depois de referir, que "durante a campanha não farei o mínimo comentário sobre os outros candidatos", responde à existência de cartazes apelativos (de Pedro Passos Coelho) que "quando se tem dinheiro é assim...", entrando no negro e perigoso campo das insinuações. Que fique por aqui...


Por estes motivos a escolha só poderá recair sobre Pedro Passos Coelho. Uma pessoa com ligação forte ao PSD e que demonstrou que sabe fazer. Foi, na minha opinião, o último líder das jotas partidárias, das jotas que realmente existiam independentemente dos interesses dos partidos. Para além disso, vem com ideias novas, ideias de renovação, ideias de mudança e ideias de futuro. Futuro que, diz ele, é agora.


E eu quero acreditar que sim. Precisamos de acreditar que sim.

publicado por MAV às 00:44