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Domingo, 29 DE Março DE 2009

as mulheres e a política

O "original" título que dei a este post (aqui me penitencio pelo mesmo) é igual ao que dei a um estudo que fiz (no âmbito duma disciplina do segundo ano da licenciatura em trabalho social) sobre a implementação das quotas no (já) longínquo ano de 2001, altura em se discutia (ainda hoje se discute) a implementação da proposta que o Partido Socialista apresentou em 5 de Março de 1998, para estabelecer a obrigatoriedade da inclusão de 25% de mulheres nas listas para as diferentes eleições.

Faço esta introdução porque, face às discussões que novamente se levantam em relação a este assunto, quero aqui deixar parte das conclusões desse mesmo estudo, realizado junto da população da freguesia de Miranda do Douro, nesse ano de 2001.

 

«Através dos dados atrás descritos podemos observar que 51,1% dos inquiridos do sexo masculino são a favor enquanto 34% são contra [as quotas], enquanto que em relação às inquiridos do sexo feminino, 36% são a favor e 40% são contra, ou seja, as homens que expressaram a opinião são na maioria a favor enquanto que as mulheres são maioritariamente contra.

Embora este facto pareça, no mínimo curioso, (podendo ficarmos a pensar que as mulheres não querem ter participação política) as respostas à questão porquê vai nos certamente esclarecer.

Nessa questão verificamos que (à excepção de uma das respostas) as respostas dadas não são de pessoas que têm uma visão negativa/inferior da mulher. Muito pelo contrário, se dizem não é porque consideram que as “quotas” apenas vinha fazer com que muitas mulheres fossem eleitas com a sensação de que foram favorecidas por ser mulheres e não é isso que elas pretendem.

De uma forma geral podemos concluir que as pessoas que concordam é porque acham que deve-se fazer qualquer coisa para aumentar a participação das mulheres na vida política nacional, enquanto que a esmagadora maioria das que votam contra é porque consideram que, embora fazendo falta mais mulheres em órgãos políticos, o caminho a seguir deve ser o mesmo que os do homem e não através de “favores”.»

 

publicado por MAV às 15:44
Domingo, 29 DE Março DE 2009

bolonha, ensino superior e serviço social

O Diário de Notícias de hoje apresenta uma peça interessante sobre a aplicação do chamado "processo de Bolonha" no ensino superior em Portugal, sob o título de "Universidades falham processo de Bolonha".

Infelizmente não consigo deixar de concordar com muito do que aí é exposto. A verdade é que uma grande parte das alterações provocadas pelas adequações a este processo passaram apenas pela alteração (leia-se diminuição) da duração das licenciaturas.

Sendo certo que o "processo" está implementado na maior parte dos cursos do ensino superior e que muitas associações profissionais já exigem o mestrado como condição de acesso à profissão (psicologia, por exemplo), importa assumir de vez o que temos e assumir também um de três caminhos:

  1. Os três anos são suficientes para uma formação de nível superior, e ninguém poderá exigir mestrado (o que me parece a opção menos credível);
  2. Reformular toda a estrutura de Bolonha, readequando os cursos, com critérios rigorosos pré-definidos (o que me parece, nesta altura, pouco sustentável);
  3. Aceitar de vez, que estamos perante uma estrutura idêntica ao sistema bietápico antigo, em que apenas por acaso (ou por azar) se designou de licenciatura e mestrado, ao invés do que acontece na generalidade dos outros países (nomeadamente os anglo-saxónicos (bacharelato e mestrado).

Neste último caso, será necessário reestruturar profundamente a organização profissional, até como forma de "adequar" os antigos licenciados a mestres (o que parece que o Bloco de Esquerda se prepara para propor), que passará obrigatoriamente pelo assumir a necessidade dum mestrado e reformular os níveis profissionais.

Não consigo deixar de realçar as palavras de Gonçalo Xufre ao assumir que "Bolonha foi uma oportunidade perdida [...] para o ensino superior", algo que, adequado ao Serviço Social, eu já tinha aqui escrito em Agosto de 2007, sob o título de "uma oportunidade perdida". Só tenho pena que se tenha demorado tanto tempo a dar conta disso.

Não consigo terminar sem aqui deixar as palavras duma colega, aquando duma conferência a que assisti sobre este processo. No final, e face às diferentes opiniões e declarações, perguntou-me: "Quantos processos de Bolonha conheces?"

publicado por MAV às 15:05

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