governus interruptus

O novo governo do Partido Socialista ainda não assumiu funções, nem estando, aliás, ainda formado. Contudo ele é já um governo a prazo.

Já não bastaria muitos comentadores dizerem isso mesmo, mas é o próprio primeiro-ministro desse próximo governo que age e decide nesse sentido (embora diga algo diferente - mas a isso já estamos habituados).

E isto é algo que me preocupa. Em momentos em que a estabilidade é necessária, em que compromissos são fundamentais, não pode nem deve ser o primeiro-ministro a agir de forma a preparar as próximas eleições (antecipadas).

Foram as perguntas à oposição, a toda a oposição sobre se estariam interessados em "acordos" para esta legislatura, que mais não serve para ter um ponto de partida para atribuir as culpas duma legislatura interrompida a meio a outros (algo a que também já estamos habituados que José Sócrates faça.

Agora, é o novo ministério dos "fundos europeus" que se diz, terá o objectivo de "com a melhor gestão dos fundos europeus, o país esteja a sentir os efeitos de uma série de investimentos dentro de dois anos, ou seja, no período em que é possível a Oposição provocar eleições antecipadas." [aqui]

Vamos ter, simplesmente, um governo a prazo e a governar para o prazo, com apenas esse prazo em mente.

 

publicado por MAV às 22:42