No IDT, Não Há Inquérito Sem Confusão

Não tendo acesso ao inquérito é difícil fazer qualquer tipo de comentário ao artigo que aqui refiro.




Mesmo assim, e se os dados referidos na notícia estiver correcta, não fico admirado com o objectivo do inquérito (que já não é novo) nem com as novas questões colocadas, visto que cada vez é mais visível a relação entre problemáticas com a violência doméstica ou a desestruturação familiar e a toxicodependência.




Contudo, há questões e questões...




Se me parece que questionar sobre agressões não será nada de especial (embora a terminoologia pudesse ser outra), questionar sobre se o pai obriga a mãe a ter relações sexuais já me parece algo mais esdrúxulo, porque penso que (numa maioria de situações em que tal aconteça) os filhos não terão conhecimento do mesmo, existindo outras questões que poderiam ser apresentadas.




Relativamente à questão sobre que leva o jovem à escola... já ouviram falar em questões de resposta múltipla?




Já a atitude dos pais não me admira. Ainda se lembram do que aconteceu em 2002 aquando da publicação dos resultados preliminares do anterior estudo?




Infelizmente a toxicodependência ainda é tabu em muitos locais e tal provoca algumas situações menos "calmas" por parte dos encarregados de educação e, infelizmente, de alguns professores.




Lembro-me que, aquando da publicação dos resultados de 2002, e numa sessão sobre toxicodependência, ao referir os resultados do concelho de Vila Real, imediatamente uma professora de uma escola secundária do mesmo concelho me ter interpelado, referindo a impossibilidade desses resultados tendo em conta o facto de ser docente dessa escola desde 1990, e nunca ter tido conhecimento de uma (sim uma) única situação de toxicodependência.




Só lhe pude dizer que... fui aluno dessa escola até 1998 e conheci bastantes...




 




Esperemos os resultados...


 


 

publicado por MAV às 01:01