bons sinais

Na passada segunda-feira decorreram as Ias Jornadas de Serviço Social, organizadas em conjunto pela licenciatura em serviço social do ISPGaya e pela AIDSS, sob a temática de "Pensar a Cidade: Repensar a Intervenção Social".

 

No painel da manhã o tema foi a criminalidade...

Falou-se da necessidade de alterar a lógica de construção de bairros sociais. Lembrou-se que tinham sido construídos (no Porto) fora daqueles que eram na altura os limites da cidade, mas que com sua a evolução (ou crescimento?) ficaram no centro da mesma.

Falou-se na urgência em repensar o conceito, a guetização, a construção em altura, comentando-se as dificuldades da intervenção da PSP em torres com 11/12 andares. Deu-se como exemplo o Bairro do Aleixo.

Sentiu-se a necessidade do aproveitamento do espaço, do preenchimento das zonas antigas, da alteração da construção vertical por construção horizontal.

 

Hoje, fala.se da criação dum Fundo Especial de Investimento Imobiliário pela Câmara Municipal do Porto, encontrando um parceiro que reabilite algumas habitações ou construa novas habitações sociais, recebendo em troca os terrenos do Aleixo porque como refere Rui Rio [link], "Reabilitar o edificado seria errado. Aquelas torres são demasiado grandes".

 

São bons sinais, óptimos sinais. Sinais de que a profissão pensa, debate e reflecte sobre as necessidades. Sinais que está atenta ao que se passa e, principalmente, como se passa. Sinais de que tem um papel importante na evolução (agora sim...) da sociedade.

 

Ainda a propósito, falou-se também que os mesmos erros que se cometeram no Aleixo, estão a ser cometidos noutros locais, nos dormitórios da periferia do Porto. Falou-se que seria óptimo corrigir esses erros enquanto ainda há tempo, sob pena de, daqui a 15/20 anos, estarmos a tentar arranjar soluções para o que deveria não ter sido feito.

 

Leitura complementar: seguir o debate sobre este assunto n'A Baixa do Porto (aqui e aqui)

publicado por MAV às 02:11