Era só o que faltava...

«No primeiro dia de candidaturas à categoria de professor titular, a mais elevada da nova carreira, a plataforma que reúne todos os sindicatos do sector estimou que mais de 20 mil docentes fiquem de fora devido ao número limitado de vagas e às restrições do concurso, cujos resultados serão divulgados no final de Julho.» [aqui]


 


Sobre as questões relacionadas com as restrições do concurso, e na globalidade, considero que existirá razão por parte dos professores. Não terá lógica que, por motivos de doença, qualquer profissional seja impedido de "subir" na carreira.


Já em relação ao número de vagas, a minha opinião é contrária. Obviamente que deve existir um limite no número de vagas. Em praticamente nenhuma outra profissão todos os elementos podem atingir o escalão mázimo. Na própria docência, e se tivermos como base o ensino superior (no qual exerço), só poderão atingir o cargo de Professor Catedrático, um número limitado de docentes de cada faculdade/departamento.


 


Aliás, começa a existir (todos os anos) uma situação, no âmbito da docência, que considero que demonstra alguma falta de sentido da realidade face aos demais cidadãos. As histórias, de frequência anual, sobre as situações de ausência do lar dos docentes á algo que me incomoda. É que não serão eles os únicos que, para exercerem a sua profissão, viajam para outros locais, mais ou menos perto de casa.


 


Eu também gostaria de ter uma universidade à porta de minha casa... eu também gostaria de ter faculdades de ciências sociais, que tivessem no curriculum unidades curriculares para eu leccionar... mas como não existem, tenho que me deslocar para os locais onde as há...


 


MAV

publicado por MAV às 15:50