equipas de intervenção em crise nas esquadras

Na sequência dum acontecimento que ontem presenciei (acidente de viação), recordei um post que já anteriormente aqui tinha escrito e o qual renovo:

 

As pessoas que recorrem aos serviços das esquadras da PSP e da GNR são pessoas que, em número elevado, estarão fragilizadas social e psicologicamente. Em muitos casos, foram vítimas de crimes, não estando, os agentes e soldados destas forças, preparados para lidar com as mesmas.

Trago aqui um exemplo (que poderia ser alargado a muitos outros): as situações de vítimas de violência(s) familiar. Pessoas que, quando resolvem apresentar uma denúncia/queixa estão extremamente fragilizadas e, que não encontram ali, pessoas com os conhecimentos e as competências necessárias para uma estabilização e acompanhamento das vítimas.

Talvez fosse interessante, por esse motivos, alargar esta ideia: Promover a constituição de equipas compostas por, para além dos referidos advogados, profissionais das ciências humanas e sociais, com formação na área da criminologia e com competências na intervenção directa com este grupo de pessoas, a funcionar (como sugere Magalhães e Silva) 24 horas por dia.

Esta intervenção não se limitaria, obviamente, às quatro paredes das esquadras, devendo ser possível que estes profissionais, acompanhassem em determinados casos (situações que impliquem violência(s) - violações, raptos, entre outros) acompanharem os profissionais da PSP e da GNR, para uma intervenção em situações de crise. Falo, por exemplo, de pessoas com formação em psicologia, trabalho social, serviço social, entre outros.

 

Não abordarei aqui, o facto de as vitimas do acidente terem estado cerca de 30 minutos à espera da chegada das ambulâncias de socorro, quando o quartel de bombeiros mais próximo fica a 5 minutos... a pé...

publicado por MAV às 11:55