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Sexta-feira, 21 DE Janeiro DE 2011

um único post sobre a campanha presidencial

Como é possível ver, tenho andado bastante afastado deste blog. Questões e mudanças pessoais e profissionais assim o têm exigido. Mas não podia deixar passar este último dia de campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 2011 sem vir aqui escrever alguma coisa.

E penso que o facto de apenas agora ter tido a mínima vontade de o vir fazer já quer dizer alguma coisa...

Domingo iremos eleger o Presidente da República para os próximos 5 anos, um período em que irá, certamente, ser muito complicado para a maioria dos portugueses, face à crise nacional e internacional que veio para durar.

Quanto aos candidatos atrevo-me a deixar, desde logo, de fora, 3 candidatos: José Manuel Coelho (um tipo engraçado), Defensor Moura (que ainda não sei bem se é contra a candidatura de Alegre, ou se veio para dizer o que este não poderia dizer) e Francisco Lopes (candidato e futuro líder do PCP). Estes não farão, propriamente, parte das contas finais destas eleições. Aliás, só uma vitória quase certa de Cavaco Silva, pode justificar o facto de nenhum ter desistido (especialmente os últimos dois). Acredito que dúvidas houvesse sobre a vitória, teriam certamente, dado a mão a alguém.

Restam três: Cavaco, Alegre e Nobre.

Nobre é, por tudo aquilo que fez enquanto cidadão, uma pessoa com carácter, com ideias e com vontade. E o problema começa aqui. Vem da sociedade, tem vontade, mas não tem a experiência ao nível político que um Presidente da República deverá ter e os contactos que essa experiência proporciona. Aliás, algumas das (interessantes) ideias que apresentou ao longo da campanha, seriam ou deveriam ser bem avaliadas, mas numa campanha legislativa.

Alegre anda perdido. Algures entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista (como eu tinha gostado de ver um ministro a discursar a seguir a Louça ontem...). Ser apoiado por dois partidos que, em âmbito nacional, apresentam mais discordâncias que concordâncias... liderados por duas pessoas que, mais parecem o "tom e jerry" da política nacional (é ver os debates parlamentares...). Baseou a sua campanha no BPN (esquecendo-se do BPP) e no exame de admissão à democracia (acho que era este o nome) de Cavaco, tentando demonstrar que sempre foi democrata. Esquece-se que Cavaco foi Ministro, Primeiro-Ministro e Presidente da República em democracia... Não coloco em causa o muito que terá feito na luta pela democracia, mas basear uma campanha em 2011 nesses factos é de quem não tem nada (ou não quer ter... entre BE e PS) a dizer...

Cavaco fez a campanha necessária. É o actual Presidente da República e, acredito, continuará a ser durante mais 5 anos. Quando se é o candidato em funções, uma campanha eleitoral vai até onde os outros candidatos obrigarem, mas ninguém obrigou Cavaco a nada (ao nível das ideias e opções). Cavaco tem a vantagem ou desvantagem de ser conhecido e de se saber com o que se pode contar.

Para mim, e tendo em conta estes cinco anos, isso é uma vantagem. É que temos que pensar e saber quais as funções, quais as intervenções que um Presidente da República pode ter, de acordo com a actual Constituição da República Portuguesa. E isto seria outro assunto.

Se muitos falam da necessidade da reestruturação da classe política em Portugal, penso que, antes de mais, seria necessária uma profunda reestruturação da organização política (que passaria pelo fim da dicotomia PM/PR, alterando a forma da eleição dos mesmos - ou melhor - de apenas um deles, para uma eleição uninominal, com apresentação da sua equipa de "ministros", não esquecendo a alteração na eleição dos deputados na Assembleia da República, com círculos nacionais e distritais, com eleitos individuais e individualizáveis).


Quanto às eleições presidenciais, ficarei contente com a vitória de Cavaco Silva, mas não a festejarei...

publicado por MAV às 23:59
Sábado, 06 DE Novembro DE 2010

um alegre desespero...

Manuel Alegre afirmou hoje que, se fosse Presidente da República, escreveria uma carta à administração da Portugal Telecom, referindo que considera uma imoralidade o facto de, num momento de crise como este, ocorrer uma distribuição de dividendos que ficará livre de impostos.

Isto só pode levar a uma conclusão.

Manuel Alegre e os elementos da sua campanha, já não sabem o que fazer e o que dizer, para tentar manter Alegre numa corrida, onde cada vez mais, ele aparece como derrotado.

publicado por MAV às 17:18
Terça-feira, 02 DE Novembro DE 2010

de humor em humor... isto deixa-nos... alegres...

Ainda agora aqui escrevi sobre o humor que se pode acompanhar na blogosfera, e dei de "caras" com esta notícia sobre o encontro entre o candidato presidencial Manuel Alegre e estruturas sindicais. E o que não vai falar na campanha de Manuel Alegre será humor.

Será interessante ver como este candidato, apoiado pelo Bloco de Esquerda, irá lidar com as críticas desse partido ao Partido Socialista, assim como será interessante ver como este candidato irá lidar com as críticas feitas ao outro partido que o apoia: o Partido Socialista.

Já foi assim com o orçamento, é desta forma com a greve geral de 24 de Novembro, e será também assim com o que virá ai.

 

Antes falava-se sobre a necessidade de alguns ministros mudarem de fato quando estavam presentes numa qualquer iniciativa partidária. O que se deveria propor agora a Manuel Alegre era a utilização de fatos com cores diferentes, para sabermos quando este está a ser o candidato presidencial apoiado pelo PS ou quando se apresenta como o candidato apoiado pelo BE.

publicado por MAV às 18:47
Segunda-feira, 25 DE Outubro DE 2010

Mas que tristeza, Alegre..

... que é esta entrevista.

publicado por MAV às 02:06
Terça-feira, 28 DE Setembro DE 2010

ser e não ser (ao mesmo tempo): a teoria (de) alegre

Diz-se na filosofia, que algo não pode "ser" e "não ser" ao mesmo tempo. Será, segundo o que recordo das aulas de Filosofia da Ciência, de um paradoxo. Manuel Alegre, homem das letras, da política e candidato presidencial consegue, em apenas um dia, contradizer a si mesmo.

Ao que parece, para Manuel Alegre, a chamada dos partidos por parte de Cavaco Silva, não é mais do que uma confusão entre as funções dum presidente da república e a campanha pré-eleitoral. Contudo, e praticamente ao mesmo tempo, para o mesmo Manuel Alegre, Cavaco Silva já deveria ter chamado, esses mesmos partidos, com o mesmo objectivo há muito tempo.

 

Mas confesso que talvez não consiga ver o alcance das declarações de Manuel Alegre. Confesso que Alegre me deixa confuso. Constantemente a colocar em causa a possibilidade de um Presidente da República intervir em determinadas área da política, e constantemente, o mesmo Manuel Alegre a dar opiniões sobre tudo o que é assunto, sobre tudo o que "mexe".

 

Será Manuel Alegre, um novo Fernando Pessoa*, com a aparição pública de vários heterónimos tão diferentes entre si? Pelo menos no que respeita às suas opiniões e ideias sobre o papel dum Presidente da República?

 

* com as devidas desculpa a Pessoa, pela utilização do seu nome...

publicado por MAV às 03:52
Quinta-feira, 21 DE Janeiro DE 2010

mário “o vingador” soares

O pai da democracia Portuguesa (ou deveria dizer o avô?) tem destas coisas.

Depois de há quatro anos ter sido candidato às presidenciais, para tentar vingar-se daquilo que tinha sido feito por Aníbal Cavaco Silva em 1984/5, percebemos agora que também não perdoou a Manuel Alegre o facto de o ter ultrapassado e o ter relegado para um pouco honroso (tendo em conta a sua história) terceiro lugar final.

publicado por MAV às 21:21
Quinta-feira, 21 DE Janeiro DE 2010

começou a campanha para as presidenciais de 2011

E a primeira sondagem traz-nos resultados (talvez) inesperados.

Segundo a sondagem da Aximage para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã, o actual Presidente da República teria mais de 60% dos votos expressos, numa situação de confronto directo e único com Manuel Alegre.

Talvez seja mais uma informação para o PS de José Sócrates ter em conta…

publicado por MAV às 20:31
Terça-feira, 15 DE Dezembro DE 2009

cartas ao pai natal (ii) - manuel alegre

Pai natal quando voares nos céus da minha Pátria

Quando aterrares as renas nas planícies do meu País

Lembra-te desta carta, pedido singelo

De um homem que só para a Pátria pede

Para si... Nada quis.

Se o nevoeiro que levou D. Sebastião

Te fizer perder o rumo e baralhar o norte

Segue o cheiro a verde pinho

Ouve a minha trova no vento que passa

E chegarás às chaminés do meu país

Pátria desafortunada. Sem euros. Má sorte.

Numa das chaminés de Lisboa

Sentirás o odor e verás o fumo negro da traição

Que o teu trenó sobre ela paire.

 

Assinado: Manuel Alegre 

recebido por email

publicado por MAV às 16:20
Sábado, 16 DE Maio DE 2009

minhas senhoras e meus senhores...

... o primeiro passo do compromisso para o apoio de Sócrates a Alegre nas próximas presidenciais.

publicado por MAV às 17:13
Segunda-feira, 04 DE Maio DE 2009

vitalidades da política portuguesa...

Se eu pedir de desculpas, será que podemos acabar com isto (e isto, isto, e isto) e discutir o verdadeiramente importante?

publicado por MAV às 20:33

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